En estos caminos electrónicos viaja la rebeldía
que sueña y sueña ...
Y cuando el sueño es de muchos y se sueña juntos... es REALIDAD.
fragmento: declaración de principios de ALIA*

martes, noviembre 09, 2010

E agora, Dilma? Y ahora, Dilma?

Portugués - Español
A eleição acabou, a luz apagou, o povo decidiu. Agora Dilma tem pela frente a pressão dos movimentos sociais com uma agenda política contrária em diversos pontos.-

Terminada la elección, las luces se apagaron, la gente decidió. Dilma se enfrenta ahora a la presión de los movimientos sociales con un programa político contrario en diversos puntos.-

Eduardo Sales de Lima da Redação BRASIL DE FATO

 Eleita com 56% dos votos válidos, a futura presidenta brasileira Dilma Rousseff enfrentará, a partir de janeiro do ano que vem, o desafio de manter o crescimento econômico em meio à resolução de problemas estruturais e sociais recorrentes. A marca da ex-guerrilheira, na opinião do presidente do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea), Marcio Pochmann, é a social-desenvolvimentista.

Elegida con el 56% de los votos, la futura presidenta brasilera Dilma Rousseff enfrentará, a partir de enero del próximo año, el desafío de mantener el crecimiento económico en medio de los problemas estructurales y sociales recurrentes. La marca de la ex guerrillera, a juicio del Presidente del Instituto de Investigación Económica Aplicada (IPEA), Marcio Pochmann, es el desarrollo social.

“[Tal marca] é algo identificado a partir da própria concepção do PAC [Programa de Aceleração do Crescimento]”, lembra. De acordo com ele, o PAC sempre esteve atrelado, não por acaso, à figura de Dilma; e foi concebido para impulsionar “o crescimento econômico com o compromisso da superação da miséria”.

"[Esta marca] es algo identificado a partir de la concepción misma de la PAC [Programa de Aceleración del Crecimiento]", recuerda. Según él, el PAC siempre ha estado vinculada, como era de esperar, la figura de Dilma, y está pensado para impulsar "el crecimiento económico con el compromiso de superar la pobreza."

Tal crescimento, no entanto, ainda será regido pela ingerência econômica exterior, e não simplesmente pelo impulso das obras do futuro governo federal. Isso de acordo com o sociólogo e professor da Universidade Federal de Rondônia (Unir), Luis Fernando Novoa Garzon. Para ele, essa dependência do mercado externo ocorrerá por força das próprias “peças” que acompanham Dilma. “A depender de agentes como o ex-ministro da Fazenda, Antonio Palocci, e Paulo Bernardo Silva (atual ministro do Planejamento), tidos como peças-chave no futuro governo, a patrulha dos mercados sobre os limites da política doméstica não irá diminuir”, explica.

Este crecimiento, sin embargo, todavía se regirá por la intervención económica exterior, y no sólo por el empuje de las obras del gobierno federal en el futuro. Esto es según el sociólogo y profesor de la Universidad Federal de Rondonia (Unir), Luis Fernando Novoa Garzón. Para él, esta dependencia en el mercado externo, en virtud de los " peças " que acompañan a Dilma. "Dependiendo de los agentes, como ex ministro de Hacienda, Antonio Palocci, y Paulo Bernardo Silva (actual Ministro de Planificación), considerados como piezas clave en el futuro gobierno, para patrullar los mercados cerca de los límites de la política interna, no irá a disminuir", explica.

Herança 1
Herencia 1

Se essa for mesmo a vontade de Dilma, a de impulsionar a economia brasileira com ações que beneficiem a sociedade brasileira como um todo, ela terá a oportunidade de utilizar, como matéria-prima para esse crescimento, a melhoria dos serviços públicos sucateados, principais gargalos sociais herdados do governo Lula. Os setores de saúde de educação são apenas dois exemplos.

Si esto es realmente la voluntad de Dilma, para impulsar la economía brasileña con acciones que benefician a la sociedad en su conjunto, tendrá la oportunidad de utilizar como materia prima para este crecimiento, la mejora de los servicios públicos desguazados, los principales obstáculos el legado social del gobierno de Lula. Los sectores de la educación y la salud son sólo dos ejemplos.

“Os sistemas públicos de saúde e educação, apesar de muito bem concebidos na Constituição e na legislação complementar no fim dos anos 1980, não foram implementados e seu sucateamento prosseguiu nos dois mandatos de Lula, a despeito do avanço de programas isolados”, cita Luis Fernando Novoa Garzon.

"Los sistemas de salud pública y educación, aunque muy bien diseñado en la Constitución y la legislación pertinente a finales de 1980, no se aplicaron y deterioro siguió en los dos mandatos en Lula, a pesar de los avances de los programas individuales", cita Luis Fernando Novoa Garzón.

Para ele, não se pode dizer que esses serviços sejam públicos quando a qualidade mínima exigida se obtém somente quando se contrata planos privados de saúde ou se recorre às redes particulares de ensino. “O descalabro do Sistema Único de Saúde [SUS] e da rede pública de ensino continuam sendo um estímulo governamental indireto à expansão da oferta privada desses serviços essenciais”, aponta Novoa.

Para él, no se puede decir que estos servicios son públicos, cuando la calidad mínima exigida se logra sólo cuando se contrata a los planes privados de salud o redes utiliza las escuelas privadas. "La debacle del Sistema Nacional de Salud [SUS] y las escuelas públicas siguen siendo un estímulo del gobierno indirecto a la expansión de la prestación privada de servicios esenciales", dice Novoa.

Herança 2
Herencia 2

Outro eixo que conforma os principais desafios de Dilma para os próximos quatro anos, de acordo com o escritor e teólogo Leonardo Boff, será o de retomar mais fortemente uma parte da agenda que elegeu Lula: a ética e as reformas estruturais. “As reformas estruturais formam a dívida que o governo Lula nos deixou. Não teve condições, por falta de base parlamentar segura, de fazer nenhuma das reformas prometidas: a agrária, a fiscal e a política”, afirmou Boff, em artigo.

Otro de los ejes que forman los principales retos de Dilma para los próximos cuatro años, de acuerdo al autor y teólogo Leonardo Boff, será retomar con más fuerza una parte del programa que eligió Lula: la ética y las reformas estructurales. "Las reformas estructurales a hacer son la deuda que Lula nos ha dejado. No pudo, por falta de base segura parlamentaria, realizar una de las reformas prometidas: la tierra, y la política fiscal ", dijo Boff en el artículo.

Para ele, a reforma fiscal (tributária) deve estabelecer uma equidade mínima entre os contribuintes, pois, até agora, os impostos poupam os ricos e oneram pesadamente os assalariados. Ele lembra, ainda, que a reforma agrária não é satisfeita apenas com assentamentos. “Deve ser integral e popular, levando democracia para o campo e aliviando a favelização das cidades”, conclui.

Para él, la reforma fiscal (impuestos) debe establecer un mínimo de equidad entre los contribuyentes, porque hasta ahora, la carga fiscal benefician a los ricos y son una carga pesada para los asalariados. Recuerda también que la reforma agraria no satisface a los asentamientos. "Debe ser integral y popular, llevar la democracia al campo y aliviar a los barrios pobres de las ciudades", concluye.

Segundo César Sanson, sociólogo e pesquisador do Centro de Pesquisa e Apoio aos Trabalhadores (Cepat), “tudo indica que teremos uma reforma tributária, sob a perspectiva popular, meia-sola”. Quanto à reforma política, Sanson pondera que essa não está na pauta e nas prioridades de um governo Dilma. “Ela sequer interessa aos partidos políticos. Virou um tema de retórica política, todos se dizem a favor, mas nada fazem para que avance porque mexe nos interesses dos caciques políticos de todos os partidos”, afirma. Ele acredita que uma verdadeira reforma política vem, sim, da sociedade organizada, como por exemplo, com a iniciativa popular do projeto de lei da Ficha Limpa.

 De acuerdo con Cesar Sanson, sociólogo e investigador en el Centro de Investigación y Apoyo a los Trabajadores (Cepat), "todo indica que tenemos una reforma fiscal desde la perspectiva popular, de media suela". En cuanto a la reforma política, Sanson destaca que esto no está en la agenda y las prioridades del gobierno Dilma. "Ella no le da importancia a los partidos políticos. Se convirtió en un tema de la retórica política, todos se dicen a favor, pero no hacen nada para que avance, ya que favorece los intereses de los jefes políticos de todos los partidos ", dice. Él cree que la reforma política verdadera viene, sí, de la sociedad organizada; por ejemplo, con la iniciativa popular del Proyecto de Ley de Limpieza de Las Fichas de afiliación.

“Mais do mesmo”
"Más de lo mismo"

Mas, para se consolidar como uma governante social-desenvolvimentista, para ampliar ou até mesmo manter o orçamento para a área de serviços públicos, e para, de fato, realizar reformas estruturantes em seu governo, Dilma Rousseff precisará contar com a chamada governabilidade, ou seja, com o apoio do Congresso Nacional.

Sin embargo, para consolidarse como una regla social de desarrollo, para ampliar o mantener el presupuesto para el área de los servicios públicos, y, de hecho, las reformas estructurales en su gobierno, Dilma Rousseff necesita confiar en la llamada “gobernabilidad”, es decir, con el apoyo del Congreso.

Nos próximos quatro anos, o Parlamento será povoado por uma maioria governista – 311 deputados dos 513 e 59 dentre os 81 senadores.

En los próximos cuatro años, el Parlamento será poblado por una mayoría oficialista - 311 diputados de 513 y 59 de los 81 senadores.

O que não quer dizer, necessariamente, algo positivo. Isso porque, de acordo com Novoa, a maioria congressual que serviu a Lula por oito anos em nenhum momento funcionou para avançar reformas de caráter democrático e popular. “A própria forma de costurar apoios para a candidatura oficial, através do direcionamento de recursos federais para as máquinas políticas respectivas em cada estado, faz crer que essa confortável base congressual terá sempre que ser azeitada com mais do mesmo”, afirma.

Eso no significa necesariamente algo positivo. Eso es porque, según Novoa, la mayoría del Congreso que sirvió a Lula durante ocho años en ningún momento trabajó para avanzar en las reformas de una sociedad democrática y popular. "La forma misma de la construcción de apoyo a la candidatura oficial, dirigiendo los recursos federales a su maquinaria política en cada estado, hace creer que esa confortable base Congresal tendrá siempre que ser engrasada con más de lo mismo", dice.

Para ele, a presença contraditória de uma figura como Michel Temer (PMDB) na Vice-Presidência da República elucida a “entronização e institucionalização dessa prática fisiológica”. “A pulverização e o loteamento dos recursos públicos impede a construção de políticas estruturantes e retira o necessário protagonismo da população na sua condução. Michel Temer será, na prática, um superministro de articulação política, centralizando o intercâmbio de favores entre Executivo e Legislativo”, aponta Novoa.

Para él, la presencia de una figura contradictoria como Michel Temer (PMDB) en la Vicepresidencia de la República aclara la "entronización fisiológica y la institucionalización de esta práctica." "La pulverización y mezcla de recursos públicos ha impedido la construcción de políticas estructurales y elimina el papel necesario de la población en su conducción. Michel Temer será, en la práctica, un superministro de articulación de la política de intercambio de favores entre el Ejecutivo y el Legislativo ", dice Novoa.

César Sanson, por sua vez, vislumbra uma relação tensa entre governo e PMDB. Para ele, o partido promete ser voraz por espaço para atender a sua federação fisiológica de caciques. “O PMDB é o DEM [Democratas] do PT. O partido exigirá mais espaço do que no governo Lula, e Dilma terá que ter muita habilidade para administrar a sede por poder desse partido”, salienta.

Cesar Sanson, a su vez, ve una relación tensa entre el gobierno y el PMDB. Para él, el partido promete ser ávido de espacio para cumplir con sus jefes de la federación fisiológica de caciques. "El PMDB es el PT de [los demócratas]. El partido exigirá más espacio que en el gobierno de Lula, Dilma y tendrá que tener mucha habilidad para gestionar la sed de poder de este partido ", alerta.

Para contrapor tal fisiologismo partidário e outras mazelas emergidas a partir da chamada governabilidade, a deputada federal recém-eleita pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB) de São Paulo, Luiza Erundina, acredita que o governo Dilma terá que enfrentar o desafio de democratizar o Estado brasileiro cavando o espaço para diálogo com a sociedade organizada. “É mais do que os resultados, é a forma de dividir o poder, a necessidade da relação com a sociedade civil”, afirma.

Para contrarrestar el patrocinio de dicha parte y otros males que surgieron a partir de la llamada gobernabilidad, el recién electo diputado federal por el Partido Socialista Brasileño (PSB) en Sao Paulo, Luiza Erundina, cree que el gobierno Dilma se enfrenta al reto de la democratización del Estado brasileño profundizando el espacio para el diálogo con la sociedad organizada. "Es más que los resultados, es cómo compartir el poder, la necesidad de la relación con la sociedad civil", dice.

Ela espera que o futuro governo se volte, desde o primeiro momento, para o que chama de “participação popular organizada e politizada”. “Lamentavelmente, não tivemos isso no governo Lula”,  conclui. 

Ella espera que el futuro gobierno se sume, desde el primer momento a lo que llama "la participación popular organizada y politizada". 
"Desafortunadamente, no tuvimos eso bajo el gobierno de Lula", concluye.
(Colaboraram Patrícia Benvenuti e Pedro Carrano)
Traducción al español ALIA

viernes, octubre 29, 2010

Un lobo que muge

Por Jorge Luis Ubertalli
No había terminado de darse la noticia del deceso del ex presidente Néstor Kirchner, cuando un lobo que muge, cual vaca sustentada por uniformados y pillos de viejo cuño que ahora brindan seguramente por la muerte del compañero, se animó a esbozar su “análisis” en el matutino archisabido: La Nación. 
Ese que no leen los culorotos clasemedieros siempre intentando diferenciarse de la chusma ni los hombres de bien que exhiben sin cortapisas su racismo de pacotilla y su antipueblo de utilería, porque aunque no lo quieran, son ellos mismos mirándose al espejo. 
No. La Nación es el vehículo informativo de las elites, el manual donde exhiben sus contraseñas, donde advierten, aún entre líneas, cuales son las tácticas de acción a seguir cuando hay que voltear a un gobierno, adular a un empresario multinacional, advertir a los iguales sobre la muerte de uno de los suyos, o indicar el camino de la fuga al exterior de sus malhabidos peculios en el momento oportuno. 
Allí, como decimos, un lobo mugió hoy. 
Rosendo Fraga, conspicuo menemista, abogado formado en la prístina Universidad Católica Argentina (UCA), profesor de la Escuela de Guerra, del Colegio Militar, de la Escuela de Defensa nacional y consultor, para no ser menos, de la Fundación “Domingo Cavallo y Cia” Mediterránea, de la Institución de Ejecutivos de la Argentina y de la Asociación de Banqueros, se animó a denostar al fallecido ex Presidente y aconsejar a la actual Primera Mandataria, su esposa Cristina Fernández, sobre lo que debería hacer una vez desprendida del lastre estilístico de su marido. 
“La falta de Kirchner deja la sensación política de que falta el presidente y es como si se planteara el interrogante de cómo va a actual el vicepresidente”- sostuvo sin tapujos la insolente y misógina vaca fragotera. 
“Ella ocupa ahora el centro de la escena”- continuó, refiriéndose a Cristina Fernández, quien, como Presidente desde el 2008 ha dado probadas muestras de integridad, inteligencia y don de mando. “Tiene la oportunidad de modificar, rectificar, corregir, cambiar” en relación con su despegue del recién fallecido, según el escriba. ¿Y que debería hacer, según el mugiente, Cristina Fernández, para lograr su certificado de buena conducta?

-tomar distancia de Hugo Moyano, que lidera la CGT y exige la cesión del 10% de las ganancias empresariales para los trabajadores, provocando con ello una baja en la tasa de plusvalía, un aumento del trabajo necesario( salario real de los laburantes) en detrimento del trabajo excedente (parte no pagada del trabajo de los obreros de la que se apropian sus patrones).

- remplazar a funcionarios cuestionados por los importadores de manufacturas a precios de dumping y exportadores de bienes primarios, que no quieren pagar retenciones a las exportaciones de soja y pretenden, si los dejan, producir a costos nacionales y vender, en el mercado interno, a precios internacionales.

- quebrarse ante las extorsiones de empresarios rurales, industriales y financistas, obispos golosos y ociosos, jueces al servicio de los ricos, legisladores a sueldo de empresarios, medios de información que hacen de la diatriba, la extorsión y la mentira su pan diario, (militares que pretenden ser exculpados por crímenes cometidos, aunque su escriba no lo diga aquí) y gobernadores disfrazados de populistas que, como el mismo fragotero, provienen de la misma materia menemista . 

 Si la Presidente no lo hace, advierte Fraga, exhibiendo una insolencia al cuadrado que enerva “ no le será fácil gobernar” (…) podría tener problemas de “gobernabilidad en el tramo final de (su) mandato”. ¿Que tal?.
El mimado de los uniformados, que comparte su cetro en la Fundación de Estudios para la Nueva Mayoría ( homólogo del partido que catapultó a Fujimori y a su esposa en el Perú devastado por el neoliberalismo y el militarismo y paramilitarismo en los 90) con, entre otros, el ex asistente de Asuntos Interamericanos del Departamento de Estado de EE.UU. Arturo Valenzuela, con el “econonomista” libremercadista Miguel Angel Broda y con el “especialista” en defensa Ignacio Javier Osacar, oficial local vinculado a cursos de contrainsurgencia, inteligencia y contrainteligencia en la Escuela de las Américas del Canal de Panamá en los años 70, le advierte a la Presidente de los argentinos que si, una vez muerto su esposo y todavía caliente su cadáver, no hace lo que sus amigos quieren, podría terminar como Zelaya en Honduras o como casi sucede con Correa en Ecuador, a quien Fraga exhibe como autoritario, en tanto califica al intento de golpe de Estado reciente como un simple motín en un artículo publicado al respecto en su página web.
Pues bien. No creo en el capitalismo bueno, ni en los empresarios honestos, ni en los militares buenos o malos ni en los periodistas independientes. Creo en la lucha de clases, en la cual Fraga se halla situado, no precisamente a favor de la clase que produce la riqueza, sino de la que la usufructúa para provecho propio. 
Esa lucha de clases que puede también contener en el bando popular a integrantes del empresariado, militares, policías, periodistas o cualquier otro que se decida a tomar partido por la liberación nacional y social. 
Fraga, que siempre estuvo en el bando de los poderosos, irrespeta y ataca directa o indirectamente a Néstor y Cristina porque con algunas de sus actitudes políticas- muchas por cierto- han tocado y tocan intereses de aquellos que le mantienen el negocio a esta vaca que muge disfrazada de lobo. 
Discrepo, eso sí, con el compañero Néstor y la compañera Cristina, en cuanto a tratar de conciliar, en el marco de una armonía imposible, con los sectores que son expresión cruda del  capitalismo, ayer, hoy y siempre depredador. 
Ese que banca a estos fragoteros y opinadores de oficio que, siendo vacas arreadas por el color verde que no es precisamente el del pasto, se disfrazan de lobos aulladores. Y que en el marco del socialismo sólo serán ceniza de una historia maldita que no volverá a ser..

Vaya mi adiós al compañero Néstor Kirchner¡ Hasta la Victoria Siempre!. 
Mi sentido pésame a Cristina, que sabrá capear el temporal. Y mi aliento a mi pueblo, que me contiene en este momento de dolor, bronca y preparación para las luchas que se avecinan.

Néstor y lo que viene

Por Mempo Giardinelli 
Escribo esto en caliente, en la misma mañana de la muerte anunciada de Néstor Kirchner, y ojalá me equivoque. Pero siento dolor y miedo, y necesito expresarlo. 
Pienso que estos días van a ser feísimos, con un carnaval de hipocresía en el Congreso, ya van a ver. Los muertos políticos van a estar ahí con sus jetas impertérritas. Los resucitados de gobiernos anteriores. Los lameculos profesionales que ahora se dicen "disidentes". Los frívolos y los garcas que a diario dibujan Rudi y Dany.
Todos ellos y ellas. Caras de plástico, de hierro fundido, de caca endurecida. Aplaudidos secretamente por los que ya están emitiendo mailes de alegría feroz.  
Los veremos en la tele, los veo ya en este mediodía soleado que aquí en el Chaco, al menos, resplandece como para una mejor causa. 
Nunca fui kirchnerista. Nunca vi a Néstor en persona, jamás estuve en un mismo lugar con él. Ni siquiera lo voté en 2003. Y se lo dije la única vez que me llamó por teléfono para pedirme que aceptara ser embajador argentino en Cuba.
Siempre dije y escribí que no me gustaba su estilo medio cachafaz, esa informalidad provocadora que lo caracterizaba. Su manera tan peronista de hacer política juntando agua clara y aceite usado y viscoso. Pero lo fui respetando a medida que, con un poder que no tenía, tomaba velozmente medidas que la Argentina necesitaba y casi todos veníamos pidiendo a gritos. Y que enumero ahora, porque en el futuro inmediato me parece que tendremos que subrayar estos recuentos para marcar diferencias.
Fue él, o su gobierno, y ahora el de Cristina: 
—El que cambió la política pública de Derechos Humanos en la Argentina. Nada menos. Ahora algunos dicen que estar "hartos" del asunto, como otros criticaron siempre que era una política más declarativa que otra cosa. Pero Néstor lo hizo: lo empezó y fue consecuente. Y así se ganó el respeto de millones. 
—El que cambió la Corte Suprema de Justicia, y no importa si después la Corte no ha sabido cambiar a la justicia argentina.           
—El que abrió los archivos de los servicios secretos y con ello reorientó el juicio por los atentados sufridos por la comunidad judía en los '90. 
—El que recuperó el control público del Correo, de Aguas, de Aerolíneas.            
—El que impulsó y logró la nulidad de las leyes que impedían conocer la verdad y castigar a los culpables del genocidio. 
—El que cambió nuestra política exterior terminando con las claudicantes relaciones carnales y otras payasadas. 
—El que dispuso una consecuente y progresista política educativa como no tuvimos por décadas, y el que cambió la infame Ley Federal de Educación menemista por la actual, que es democrática e inclusiva. 
—El que empezó a cambiar la política hacia los maestros y los jubilados, que por muchos años fueron los dos sectores salarialmente más atrasados del país. 
—El que cambió radicalmente la política de Defensa, de manera que ahora este país empieza a tener unas Fuerzas Armadas diferentes, democráticas y sometidas al poder político por primera vez en su historia. 
—El que inició una gestión plural en la Cultura, que ahora abarca todo el país y no sólo la Ciudad de Buenos Aires.            
—El que comenzó la primera reforma fiscal en décadas, a la que todavía le falta mucho pero hoy permite recaudaciones récord. 
—El que renegoció la deuda externa y terminó con la estúpida dictadura del FMI. Y por primera vez maneja el Banco Central con una política nacional y con record de divisas.            
—El que liquidó el infame negocio de las AFJP y recuperó para el Estado la previsión social.            
—El que con la nueva Ley de Medios empezó a limitar el poder absoluto de la dictadura periodística privada que todavía distorsiona la cabeza de millones de compatriotas. 
—El que impulsó la Ley de matrimonio igualitario y mantiene una política antidiscriminatoria como jamás tuvimos.  
—El que viene gestionando un crecimiento económico de los más altos del mundo, con recuperación industrial evidente, estabilidad de casi una década y disminución del desempleo. Y va por más, porque se acerca la nueva legislación de entidades bancarias, que terminará un día de estos con las herencias de Martínez de Hoz y de Cavallo. Néstor lo hizo. Junto a Cristina, que lo sigue haciendo. Con innumerables errores, desde ya. Con metidas de pata, corruptelas y turbiedades varias y algunas muy irritantes, funcionarios impresentables, cierta belicosidad inútil y lo que se quiera reprocharles, todo eso que a muchos como yo nos dificulta declararnos kirchneristas, o nos lo impide. Pero sólo los miserables olvidan que la corrupción en la Argentina es connatural desde que la reinventaron los mil veces malditos dictadores y el riojano ídem.  De manera que sin justificarle ni un centavo mal habido a nadie, en esta hora hay que recordarle a la nación toda que nadie, pero nadie, y ningún presidente desde por lo menos Juan Perón entre el 46 y el 55, produjo tantos y tan profundos cambios positivos en y para la vida nacional. A ver si alguien puede decir lo contrario. 
De manera que menudos méritos los de este flaco bizco, desfachatado, contradictorio y de caminar ladeado, como el de los pingüinos.            
Sí, escribo esto adolorido y con miedo, en esta jodida mañana de sol, y desolado también, como millones de argentinos, un poco por este hombre que Estela de Carlotto acaba de definir como "indispensable" y otro poco por nosotros, por nuestro amado y pobrecito país.            
Y redoblo mi ruego de que Cristina se cuide, y la cuidemos. Se nos viene encima un año tremendo, con las jaurías sedientas y capaces de cualquier cosa por recuperar el miserable poder que tuvieron y perdieron gracias a quienes ellos llamaron despreciativamente "Los K" y nosotros, los argentinos de a pie, los ciudadanos y ciudadanas que no comemos masitas envenenadas por la prensa y la tele del sistema mediático privado, probablemente y en adelante los recordaremos como "Néstor y Cristina, los que cambiaron la Argentina".  
Descanse en paz, Néstor Kirchner, con todos sus errores, defectos y miserias si las tuvo, pero sobre todo con sus enormes aciertos. Y aguante Cristina. Que no está sola.            
Y los demás, nosotros, a apechugar. ¿O acaso hemos hecho otra cosa en nuestras vidas y en este país? •

Elegía del abecedario argentino

Todos morimos y cualquiera se muere.
No hay muerto ni muerte ajenas
porque las campanas suenan por nosotros
y la vida sin muerte no se llamaría vida.
Pero el hombre que murió
no pasó en vano
no pasó pasando
sino pisando la tierra
Esta. La tierra
que hoy lo entierra
como quien contiene
una semilla


No hay que llorar más que
las lágrimas que la semilla necesita
para no ahogarla.
No hay que recordar más que
lo que la memoria necesita
para no atosigarla
Y no hay que dejar
que lo que el muerto deja
todavía caliente se enfríe
sino que hay que seguir
calentándolo
con la misma llama.


No es la letra K estúpidos:
es el abecedario entero.
Y lo que muere no muere
si no lo matan
la negación y el olvido.


Se murió. ¿Y qué?
Si todo lo que el muerto
deja a su alrededor vivo
-lo inasible y profundo,
lo que excede y supera
la finitud-
sigue viviendo.
Sigue viviendo.
Solo la muerte sabe
cuando pierde.


Orlando Barone. 27 de Octubre de 2010.

miércoles, octubre 27, 2010

Hasta Siempre Néstor

En la presencia permanente en este espacio, de tu pensamiento, tu proyecto de país y de nuestra latinoamérica,  por la que luchaste, se plasmará nuestro sentido homenaje.-


viernes, octubre 22, 2010

ARGENTINA: LO QUE SE VIENE

Por Jorge Luis Ubertalli

El asesinato a mansalva del joven militante del Partido Obrero Mariano Ferreira, en una emboscada perpetrada el miércoles 20 por un grupo parapolicial vinculado con la burocracia sindical ferroviaria, que dejó también tres heridos de bala, uno de ellos en estado desesperante, merece el repudio y el desprecio de toda la clase obrera y el pueblo argentino hacia los autores materiales, sus instigadores y financistas. Es difícil, en este momento de dolor, ante la pérdida de un muchachito que podría ser nuestro hijo, y a la vuelta de un acto masivo llevado a cabo con rabia y tristeza, esbozar un análisis sobre lo ocurrido, en que marco se produjo, cuales fueron los antecedentes inmediatos anteriores y cuales serán los desafíos que deberán enfrentar los trabajadores y el pueblo argentino ante este nuevo acontecimiento, enmarcado en una particular situación política, social e internacional. Pero es necesario hacerlo, aún en estas pocas líneas que pretenden ser un homenaje a su memoria.

- En primera instancia se hace necesario destacar la inexperiencia de la dirección del Partido Obrero en cuanto a las tácticas a emplear en cuanto a la posibilidad de enfrentamiento con sectores burocráticos sindicales, de larga y nefasta data, que, como han proclamado los dirigentes del PO luego del asesinato del muchachito, defienden negocios millonarios vinculados a subsidios estatales y tercerización de tareas por trabajadores que no cobran ni la mitad de los empleados de la empresa.
Conociendo la historia de la burocracia sindical en la Argentina, sus vinculaciones con policías y militares, con empresarios, con mafiosos de toda laya, y sus violentas reacciones cuando los trabajadores traicionados cuestionan sus intereses ¿Cómo vá un partido de clase a un corte de vias sin contar con retenes de autodefensa, que, ante una agresión como la que se cometió, repelan la misma y preserven la vida de sus militantes y de los trabajadores a quienes acompañaban?.
¿No analizó la dirección de esta organización la posibilidad de una emboscada burocrático-parapolicial-policial, en el marco de las pugnas internas al interior de la CGT y del propio gobierno, por un lado, y, por otro, de las contradicciones entre la CGT-Gobierno versus los sectores concentrados de la patronal, que vén en la cesión del 10% de las ganancias de las empresas a sus trabajadores, entre otras mejoras reformistas, un avance hacia mayores cuotas de poder por parte de la clase, aún representada por una burocracia no clasista aunque afín al proyecto oficial, al cual el asesino Pedraza está enfrentado?.

- En segunda instancia, vale analizar la situación previa al hecho de sangre. Pocos días antes del asesinato del muchachito militante, la CGT, que conduce el camionero Hugo Moyano, se había regodeado a partir de dos hechos:
1) la fractura virtual de la CTA, ante la controversia suscitada entre las dos listas mayoritarias- la lista 1, que postulaba al dirigente de ATE Pablo Micheli al Secretariado General, y la 10, que pretendía recrear la conducción del maestro Hugo Yasky- en el marco de un disputado conteo de votos. En ese marco, y luego de haber votado la jujeña Milagro Salas, titular de la agrupación Tupac Amaru, por Micheli, enfrentado al gobierno, de quien la Tupac Amaru recibe fondos, y una vez que se comprobó que el supuesto triunfo de Micheli se cosechó en Jujuy, Salas se retiró de la CTA, lo que aceleró la incertidumbre sobre la continuidad unitaria de esa Central Sindical.
2) la concurrencia masiva al acto de la CGT realizado en la cancha de River el 15 de octubre, celebrando el Dia de la Lealtad, y que contó con toda la plana de gobierno, incluída la Presidente Cristina Fernández de Kirchner. Esos dos hechos consolidaron a Moyano y su tropa en el contexto de la discusión cegetista con la Unión Industrial Argentina en cuanto al tema de las ganancias empresariales hacia los trabajadores, llevadas a cabo en el marco de la armonía entre patronos y obreros, tan cara a la ortodoxia peronista. Por otro lado, contando con la CGT-Moyano a su favor, el Gobierno podría asegurar el margen de estabilidad necesaria para aventar, por un lado, planteos extorsivos o aventuras golpistas de los sectores mas ultrarreaccionarios, llevar adelante su política internacional, incluído el cuestionamiento a los ejercicios militares de los británicos en Malvinas, y, por otro, garantizar las inversiones privadas en un marco de disciplinamiento proletario.

- En tercera instancia, vale decir que la provocación sindical-parapolicial-policial contra los trabajadores ferroviarios tercerizados, y contra el Partido Obrero en particular, que causó la muerte de uno de sus miembros y heridas de bala a otros tres, traerá como corolario: - el enfrentamiento total de ese partido, puntal de la lucha antigubernamental, contra el gobierno, arrastrando al resto de la izquierda al mismo, lo que podría debilitar al oficialismo y, por carambola, beneficiar a la derecha que apoyaría todo lo que pueda dejar al oficialismo fuera de juego;- debilitar a la CGT oficialista- a la cual Pedraza, burócrata ferroviario y autor intelectual de las agresiones hacia los trabajadores y militantes antes nombrados, pertenece- a fín de acelerar su descrédito y/o posibilitar su fractura, quitándoles de esta manera una base importantísima de sustentación al gobierno;- presionar al gobierno en relación con la incertidumbre que se producirá en el futuro frente a los embates de la oposición y la patronal y la pérdida de influencia de la CGT y la CTA, a fín de que se vuelque hacia la derecha y abandone la mentada “profundización del modelo” en relación con medidas nacionales y populares. Ya, cabe destacarlo, funcionarios oficiales han comenzado a despegar de los hechos de sangre a personajes como Eduardo Luis Duhalde, alineado con la oposición al gobierno y el mismo Pedraza desde el “peronismo opositor”, con el fin de, a través de negociaciones, abroquelar a todas las fuerzas políticas alrededor de una “democracia” supuestamente amenazada.

- En cuarta instancia, vale recordar el ejemplo de Ecuador, donde la policía actuó como fuerza golpista hace pocos días, sin lograr su objetivo, aunque lanzando un globo de ensayo para prever lo que podría suceder ante otra intentona. En otros análisis, y ante algunos hechos sucedidos en el país, quien esto escribe aventuró la hipótesis que, ante la “quemazón” de los militares durante la guerra sucia, era ahora la policía la encargada de crear las condiciones de inestabilidad institucional, a fín de que, llegado el momento, el gobierno tuviera que recurrir, como lo hizo en Ecuador, a las Fuerzas Armadas para restaurar el “orden”. Habida cuenta de la actitud asumida por la policía bonaerense y su par de la federal durante la emboscada que costó el muerto y los heridos del miércoles, no sería impensable que estas fuerzas continuaran la guerra de desgaste oficial, a través de sus agentes enquistados en barras bravas, narcotraficantes, patotas sindicales y otras lacras sociales que el mismo capitalismo concentrado creó o auspició objetiva o subjetivamente.

En otro orden de cosas, que aunque parecen desligadas de lo ocurrido aquí, forman parte de la situación macro que se vive en Nuestra América, el imperialismo norteamericano, en su confrontación económica con China y su necesidad de regular el comercio energético y de otro tipo de los países del subcontinente con esa potencia, pretende controlar los pasos interoceánicos de la forma que sea. En una nota anterior, quien esto escribe describió la relación existente entre la panfernalia bélica- incluidas bases militares- que EE.UU. extiende en Centro y norte de Sudamérica, la erección de una tercera exclusa en el Canal de Panamá que en el 2014 permitirá exportar petróleo venezolano a China a bajo costo a través del paso de superpetroleros y la necesidad de la potencia del norte de América de controlar el paso de buques por ese canal a como sea. El paso alternativo al Canal de Panamá para unir los océanos Atlántico y Pacífico es el estrecho de Magallanes, situado al sur de Argentina y custodiado “por expertos” aliados desde siempre a los yanquis: los británicos. Desde esta perspectiva, no es casual que la vieja potencia marítima que usurpa Malvinas, a unos miles de kilómetros del estrecho y a cientos de las rutas marítimas que en él desembocan, haya comenzado hace unos días a realizar ejercicios militares misilísticos aire- agua. Aunque, frente a las protestas argentinas, los pulcros mentirosos hayan jurado que los misiles son de corto alcance, se prevee en esta jugada una advertencia frente a lo que vendrá: quien quiera comerciar con China desde el Atlántico, deberá tener en cuenta la presencia del patrón de la vereda anglo-norteamericano. Lo que Argentina es al Estrecho de Magallanes, Ecuador es al Pacífico. Dentro de América el Sur Pacífica, el único país no controlable por EE.UU. es Ecuador, que para mal del imperialismo se desprendió de la base militar de Manta. Lo mismo sucede con Argentina en relación con el paso mas austral del mundo. A los yanquis les conviene, tanto en Ecuador como aquí, un gobierno que sea totalmente afín a sus jugadas e intereses geopolíticos.

Ante el asesinato de nuestro compañerito Mariano, los trabajadores debemos estar mas unidos que nunca. En el marco de definir y enfrentar al enemigo principal imperialista y sus compinches nativos, debemos establecer la más amplia unidad de clase para señalar y combatir a los traidores enquistados en ella, establecer alianzas con aquellos que en el corto y mediano plazo coincidan, aún con sus limitaciones signadas por la conciliación de clases, con nuestros intereses, y construir el instrumento que nos permita pasar a la ofensiva cuando, como siempre, seamos los únicos dispuestos a defender a un gobierno que, o por que se radicalizó a favor nuestro, o por que no les sirve más a los imperialistas, sea pasible de ser liquidado y reemplazado por otro mucho mas reaccionario.

La violencia no es patrimonio de los trabajadores, sino de sus enemigos. Sin embargo, no podemos, ni debemos, poner nuevamente la otra mejilla frente al asesinato de nuestros jóvenes.

Organización y lucha. Compañerito Mariano, Presente, Hasta la Victoria Siempre!

miércoles, octubre 20, 2010

Argentina: Presidenta inaugura III Congreso Mundial de Agencias de Noticias


fuente (Xinhua) 20/10/2010
La presidenta de Argentina, Cristina Fernández, inauguró el día 19 en Buenos Aires el III Congreso Mundial de Agencias de Noticias, con un discurso a través del cual ponderó el rol y el formato que emplea ese tipo de medio informativo.

Ante más de 160 representantes de agencias de noticias de América, Europa y Asia, entre ellas Xinhua, Fernández dijo en la noche del martes que "hay por parte de las agencias un abordaje de las tragedias humanas con seriedad y respeto de las condición humana, mientras que en otros medios vemos más amarillismo y truculencia en la difusión de las noticias".

"Esa no es la característica de las agencias de noticias que, por su propio formato, por escribir cables, deben presentar una imagen lo más desprovista posible", agregó.

En el Hotel Sheraton de Buenos Aires, con un discurso de 16 minutos de extensión, Fernández remarcó que incluso en las grandes catástrofes "hay por parte de las agencias una seriedad y una responsabilidad que es importante, porque hace al respeto de la condición humana, sin teñirse del amarillismo que a veces vemos en otros medios".

En ese contexto, la presidenta planteó que en el ámbito informativo "la gran pregunta es si existe la posibilidad cierta de difundir una noticia de manera completamente subjetiva."

"Pretender presentar un mundo aséptico y sin intereses, además de irreal es contraproducente", afirmó la mandataria.

A título de ejemplo, Fernández mencionó los hechos recientes en Ecuador: "Hay distintas formas de informarse. Hace muy poco tiempo ocurrió un intento de golpe de Estado en Ecuador. Sin embargo, algunos difundían la noticia como una simple sublevación policial, que era un simple reclamo salarial. Al cabo de las horas, se confirmó lo que (el presidente de ese país, Rafael) Correa me había transmitido en los primeros momentos, y luego todos los mandatarios de la Unasur señalamos que se trató de un golpe de Estado y de un magnicidio", expresó.

Fernández, ante un auditorio internacional, habló también del rol de Internet en el ámbito noticioso, y el desafío que la red supone a los medios de comunicación.

"El tema de la red es seguramente un tema que desvela a las agencias de noticias. La sociedad se convierte en noticia y produce la noticia. Pero si se difunde una noticia falsa hay una acción legal que iniciar contra quien cometió un ilícito. Quien actúa en la red no tiene ese tipo de responsabilidad. Es preciso regulaciones globales en materia de red e intervención, porque hace a la buena información", pidió la presidenta.

"Estamos ante nuevas tecnologías y, el gran desafío, es saber utilizarlas. La palabra y las noticias nunca se acabarán. Lo importante es no cerrarse ante la nueva realidad tecnológica. Hay que utilizar inteligentemente esos nuevos modos de comunicación para ayudar a democratizar el acceso a toda la información, la que conviene a la empresa y la que no conviene también. Son dilemas y desafíos muy interesantes que ayudan a agudizar el pensamiento", afirmó Fernández.

En su disertación, la jefa de Estado aseguró que "el auge de la red tiene que ver con la desconfianza de la ciudadanía con los canales normales de la información".

"La historia continúa y continuaremos asistiendo a cambios vertiginosos, lo que nos hará repensar las metodologías y la vinculación con la sociedad a través de las redes sociales" y la información, vaticinó.

Para el final, la jefa de Estado se permitió bromear: "Las agencias con los medios producen la información que a diario millones leen, y otros muy poquitos, cuando estamos ejerciendo el gobierno, las sufrimos", sonrió.-

domingo, octubre 17, 2010

simple homenaje a todas las madres del mundo

de Julián Varela
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Hoy quiero dedicar este simple homenaje a todas las madres del mundo, a la mía, a la tuya y a las de todos.
Y también a la Gran Madre de todos, La Pacha Mama y a aquellas madres del Amor, la Lucha y el compromiso.
Esas madres que son madres de todos, que nos educan y enseñan desde el ejemplo.
Que con su compromiso hacen de este mundo un mundo mejor.
Las quiero Madres y en este día quiero festejar que las honro cada día de mi vida.